quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Filhormônio

Rapazinho, azarado em sua primeira experiência de amor, gera um novo homem. Após noites e dias mal dormidos, desavenças e rixas familiares; se encontra defronte a mãe de seu futuro filho.
- Então, Sofia, ta tudo bem contigo?
- Bem, Antônio! Como é que pode estar tudo bem comigo, não ta vendo o tamanho desse meu bandulho? Acha que é fácil, que é só ficar aqui deitada lendo livros o tempo todo, cultivando minha protuberância e comendo danoninho? Então está enganadíssimo. E os meus sonhos, meus problemas familiares, minha vida no futuro? Ah, não é possível, cê ta ficando louco.
- Calma mulher, não foi isto que eu quis dizer, eu só...
- Ah é? Isso porque não é você que ta tendo as dores que eu to. E o parto então! Imagina só como deve ser horripilante aquela criança toda, aquele volume todo, saindo de seu sexo!
- Que exagero, So, isso tudo é uma bênção, é um poder de Deus de gerar uma criançinha nova para o mundo, nada de ter que...
- Bênção?
- É.
- Bênção?
- É.
- Bênção? Bênção? Não é possível, você só pode estar brincando! Puxa vida, queria que vocês, homens, ficassem grávidos, só pra passar por todos esses sofrimentos que desconhecem.
Antônio perdera a paciência, e rubro como o fogo desespera e enfia a maior verdade do universo:
- Mas acontece que nós homens não ficamos grávidos e ponto!

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