quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Atos de Bravura?

Cumprimentam-se com beijinhos cinzentos no rosto, o máximo que pode acontecer é aquela vontade de ternura brotar nele e seu lábio avançar um pouco mais - não ao ponto de chegar a sua boca.
Relacionamento difícil de rotular, inclassificável. Em ocasiões raras, os beijos se afloram pelo corpo inteiro, nada de sexo, nem passa pela cabeça do jovem. Na dela? Não sei, não consigo captar os seus sentimentos. O Protagonista tem medo "não sei se será conveniente me expor antes de conhecer o terreno, sou capaz de precipitar tudo!", mas como dizia Magalhães "Tem-se comparado o amor à guerra. Assim é. No amor, querem-se atos de bravura como na guerra. Avança afoitamente e vencerás!”. Ah, mulheres! Não se impõe, são neutras, são neutras, porém, inflexíveis. Difícil manipulação.
Sua vontade não consegue afasta-lo do afeto feminino, mas como dizia: “Ah, mulheres...”, Não sei por que todo esse apego ao sexo oposto, se usasse o tão acomodado cérebro não escolheria nenhuma das garotas de seu coração. Ah, não!
Há de ir pra guerra, pra guerra do amor e praticar os seus atos de bravura. Ou não, tudo isso não passa de lorota. Deve mais é que continuar com sua depressão amorosa, pois os atos de bravura nunca valem à pena.

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