segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Apreciando a apreciada peraltice alheia

Então, sonhei que a gente era como os Power Rangers, sabe? A gente batia nos inimigos com umas armas à laser e aí quando alguém chamava a gente ia logo correndo pra salvar. Eram todos coloridos, com uma roupa muito louca! Ah, e tinha a Marina, é, ela era loira, sabe? A Marina, loira! Aí ela ficava bobeando e eu me mexia feito aqueles supereróis de filme que se mexe rapidinho, sabe? É, então, ela ficava bobeando, mexendo no cabelo, que era loiro, aí eu chegava do lado dela, rapidinho, e “TCHARAM!” fazia umas coisas engraçadas. É, além de supereróis a gente era engraçado! Tinha uns lances meio Chapolin no meio, ao contrário, quando tomávamos uns remédios e ficávamos grandalhões, ao contrário do Chapolin e sua pílula encolhedora, que quando ele tomava ficava pequenino, nós, de outro jeito, ficávamos do tamanho de prédios. E quando batia no monstro ou o que quer que seja ele trombava com os prédios e destruía tudo! É, pancadaria!Ah, adoro quando tenho uns sonhos assim, quase nunca consigo lembrar mesmo, quando eu lembro, preciso contar pra todo o mundo.
"desculpa os erros de grafia, sabe bem você que é tão gostoso escrever assim”.

Prantos Vs. Gargalhadas

Extra! Extra! Rapaz percebe sua velhice com 18 anos de idade!
Quem diria, decerto estava envelhecendo, mas não compartilhava desse conhecimento. Como se sua infância não perdurasse, vinha em sua mente memórias dessa época extinta; as imagens eram ardentes, extremamente coloridas, os cheiros mais fortes e seduziam com maior intensidade, o gosto despertava interesse e os sons atraiam; texturas sim, agradavam. As memórias daí venciam das de ontem.
Prantos, não experimentei mais - não aqueles espontâneos, os teatrais ainda cultivo para vencer ou trapacear em alguma situação -, a extinta fase guarda prantos assim como gargalhadas com a mesma intensidade, lembro-me de derramar lagrimas logo a bola gelada de chocolate cair da casquinha do sorvete, ou até seguida de uma sova paterna. Hoje seria motivo de piada. Hoje, tudo é motivo de piada. Parece que o riso venceu dos choros. O Leitor deve pensar “que ótimo, vamos festejar!”, é difícil, até, falar, mas careço de um ou outro choramingo, ou de até derramar um mar de mágoas em lágrimas. Parece que essas piadas todas que com o tempo foram vencendo, acabou por destruir um lado do meu caráter.
Aquele leitinho, do café da manhã, não tem mais o mesmo gosto de antes. Parece que agora se transformou numa rotina, apresenta como um meio de saciar o incômodo que é não cumprir esse caminho já trilhado e virou um saco de funcionalidade.
Uma coisa eu aprendi com essas memórias vivas da minha infância – e não é só um ancião que tem a permissão de usar esse verso – e é a de que tudo tem uma finalidade e não interessa mais o meio.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Filhormônio

Rapazinho, azarado em sua primeira experiência de amor, gera um novo homem. Após noites e dias mal dormidos, desavenças e rixas familiares; se encontra defronte a mãe de seu futuro filho.
- Então, Sofia, ta tudo bem contigo?
- Bem, Antônio! Como é que pode estar tudo bem comigo, não ta vendo o tamanho desse meu bandulho? Acha que é fácil, que é só ficar aqui deitada lendo livros o tempo todo, cultivando minha protuberância e comendo danoninho? Então está enganadíssimo. E os meus sonhos, meus problemas familiares, minha vida no futuro? Ah, não é possível, cê ta ficando louco.
- Calma mulher, não foi isto que eu quis dizer, eu só...
- Ah é? Isso porque não é você que ta tendo as dores que eu to. E o parto então! Imagina só como deve ser horripilante aquela criança toda, aquele volume todo, saindo de seu sexo!
- Que exagero, So, isso tudo é uma bênção, é um poder de Deus de gerar uma criançinha nova para o mundo, nada de ter que...
- Bênção?
- É.
- Bênção?
- É.
- Bênção? Bênção? Não é possível, você só pode estar brincando! Puxa vida, queria que vocês, homens, ficassem grávidos, só pra passar por todos esses sofrimentos que desconhecem.
Antônio perdera a paciência, e rubro como o fogo desespera e enfia a maior verdade do universo:
- Mas acontece que nós homens não ficamos grávidos e ponto!

É, sem medo nenhum, ato de bravura!
Em que adianta ter ou ser, isso não vale nada.
Que merda. Preciso fazer alguém acreditar nisso!
Ela mesma, não é nada e não tem nada,
E eu aqui, me mordendo.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Atos de Bravura?

Cumprimentam-se com beijinhos cinzentos no rosto, o máximo que pode acontecer é aquela vontade de ternura brotar nele e seu lábio avançar um pouco mais - não ao ponto de chegar a sua boca.
Relacionamento difícil de rotular, inclassificável. Em ocasiões raras, os beijos se afloram pelo corpo inteiro, nada de sexo, nem passa pela cabeça do jovem. Na dela? Não sei, não consigo captar os seus sentimentos. O Protagonista tem medo "não sei se será conveniente me expor antes de conhecer o terreno, sou capaz de precipitar tudo!", mas como dizia Magalhães "Tem-se comparado o amor à guerra. Assim é. No amor, querem-se atos de bravura como na guerra. Avança afoitamente e vencerás!”. Ah, mulheres! Não se impõe, são neutras, são neutras, porém, inflexíveis. Difícil manipulação.
Sua vontade não consegue afasta-lo do afeto feminino, mas como dizia: “Ah, mulheres...”, Não sei por que todo esse apego ao sexo oposto, se usasse o tão acomodado cérebro não escolheria nenhuma das garotas de seu coração. Ah, não!
Há de ir pra guerra, pra guerra do amor e praticar os seus atos de bravura. Ou não, tudo isso não passa de lorota. Deve mais é que continuar com sua depressão amorosa, pois os atos de bravura nunca valem à pena.

Confissões do dono do jogo

É engraçado a neo fobia do povo - odeio essa palavra, povo, parece que é uma parcela excluída e sofrida por sua posição social, odeio essa outra palavra também, sociedade. Há, os tempos marxistas já eram, pensar em desigualdade social e bem estar público é achar piolho pra se coçar. To cansado dessas discussões e balela públicas, aliás não quero mais saber dessas brigas verbais; ficam aí vomitando palavras e tentando pregar sua ideia! Que coisa mais sem sentido. E é por isso que eu insisto: O mundo está e sempre estará perfeito, querer resolver os problemas globais e colocar o homem no centro do universo, é querer brincar de superman - quando eu tinha lá pelos 6 anos, meu pai botava os pés dele no meu peito e deitado na cama, me levantava só com as pernas, eu abria os braços e brincava de superman!
Andei me aproveitando das vantagens do dono do jogo. Lembra de quando você tinha um jogo e trazia os amigos pra brincar com ele? Quando ganhava seus amigos alegavam que por você ser o dono do jogo. o fogo nas entranhas apareciam de imediato, e ai se a mamãe não estivesse por perto, eram cabeças rolando pro chão. Tenho que parar com essa mania de querer ser Deus e ficar bolando planos mirabolantes pra pagarem com erros, me travestir de mediador e ficar jogando ideias repugantes nas cabeças dos outros. Tenho que parar com essa mania de ser Deus e quebrar alguma coisa, dar umas palmadas, apanhar e ter uma personalidade. Preciso fazer alguma coisa de útil pra mostrar pros outros, me orgulhar e enfiar no cu. Tá parecendo mais um livro de sermões, preciso também improvisar algumas coisas mais interessantes pra enfiar - não no cu - nesse blog.
Minha irmãzinha vive dizendo "Oi Filipe!" mesmo já tendo me visto por muito tempo, hoje mesmo na quarta vez que iria dizer, resolveu mudar "Oi Filipe, de novo!", esses sim resolvem os grandes problemas do mundo. Vai lá saber por que é que fica me cumprimentando.

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Fiat postagens!

E começa o plano de colagens eternas de figurinhas!
É, o plano mesmo seria o de botar aqui um aide mémoire, vou ficar escrevendo punhados de besteiras e memórias, há, se você tiver interessado pode acompanhar isso tudo, essa é que é a vantagem da Internet. pra que vou sair de casa se tenho a Internet?