quarta-feira, 13 de junho de 2007

Mais um conto infante

Suas investidas amorosas nunca foram assim, das melhores. Era um homem então que passava tardiamente pela pré-adolescência. Não mais tarde, Nilton tropeçou em um belo par de coxas. A moça, e sua beleza magistral conquistaram, então, o garoto. Acreditem, era uma belezura de mulher. Apaixonado, daí, passou a conviver com seu amor. Brincaram de banco imobiliário, andaram de pônei, tomaram sorvete.

Não suportava mais sua mãe dizendo que devia voltar para a casa, dormir em sua cama. “sou sua mãe afinal, eu estou exigindo isso!” – ela podia exigir isso, afinal, era sua mãe! Disse com as veias saltando da testa. Ele não gostou tim tim por tim tim disso tudo, e num sopetão deu-lhe logo um pontapé no estômago e procurou arrego com sua namoradinha. Ela logo fez-lhe um cafuné, serviu leite quente e uma massagem nos pés.

Estava decidido sobre seu futuro: Aos vinte e dois anos teria filhos e um lindo casamento com Lívia – o par de coxas –longe de sua mãe insuportável e seus insuportáveis deveres rotineiros.

Suas investidas amorosas sempre foram das melhores. Era uma mulher madura, nunca precisara treinar os beijos em um cubo de gelo boiando em uma xícara. Não mais tarde, Lívia tropeçou em um belo par de coxas, um homenzarrão – Para esclarecimento: Não, não era o Protagonista. Lívia jogou-se aos seus pés e disse-lhe umas palavras românticas. Os dois montaram num pônei e saíram “voando” – não se voa literalmente em pôneis. Fugiram para o Caribe para viverem felizes para sempre.

Nilton, em prantos, correu –segurando a indignação no sovaco –para os braços da mamãe, e então descartou todos aqueles lindos planos de vida e foi viver suas atividades rotineiras com a família.

Nilton morre de derrame – claro, depois de um tempo –e acaba.

3 comentários:

Sofia Nestrovski disse...

"nunca precisara treinar os beijos em um cubo de gelo boiando em uma xícara" senti uma referência direta à mim.

e Lívia é o nome da minha irmã, que, por sinal tem coxas enormes!

Unknown disse...

é um bom conto "infante"! O toque de surrealismo caiu-lhe bem.

Enfim, que bom que voltou! Parabéns pelo aniversário. Tu então és mais um geminiano criativo. Dupla personalidade? Tripla? ;-)

Unknown disse...

ah, e vou te "linkar" lá no blógue.