sexta-feira, 30 de março de 2007

Para resolver a vida

Costumo dar centenas de voltas por entre meu quarto apertado, pensando e me queixando de que preciso de tempo. Preciso de tempo para pensar, escrever, ouvir música, tocá-las e até namorar.
Costumo, então, gastar centenas de minutos nessa rotina. Bem, poderia converter esse tempo todo perdido em dinheiro, isso! Ah, se eu tivesse uma montanha bem grandona de dinheiro pra poder comer e viajar à vontade, não estaria por aqui perambulando nesse piso frio e maldizendo a vida. Pois é, tenho que estudar por no mínimo cinco anos para depois trabalhar por mais uns quinze e daí, então, ter o meu desejado tempo sobrando? Se tudo der nos trinques! Então, pensando, se por um acaso eu ganhasse um dinheirão numa bolada só, pouparia mais uns vinte anos de sufoco e descontentamento.
É, preciso resolver uma maneira simples e inteligente de ganhar dinheiro – juro que dessa vez não é abrir um carrinho de lanche e muito menos ganhar na loteria.
Porcaria, ando passando por uma fase com demasia depressão, fumo um cigarro depois de alguns meses sem fumar, mas não é um cigarro qualquer, ele estava perdido dentro de uma gaveta, sob alguns conjuntos de papéis, faço pra tentar pôr um fim nessa euforia de querer resolver a vida em alguns minutos, e cortar também o efeito da jarra de café que tomei durante a tarde.
Prometo mudar de assunto assim que esquecer essas grandes idéias. Durmo, já que devo acordar às sete horas pra minha sempre aula de álgebra.


Um comentário:

Sofia Nestrovski disse...

Meu plano de vida é casar com um socialite.
Praticamente a mesma coisa.