Sono animal
Abri a porta para que o Puff pudesse dormir pra dentro de casa. Faz frio pra cachorro, lá fora. Frio é coisa que eu não sou. Mas tenho fome.
É bonito ver o Puff no seu sono profundo, no tapetinho da cozinha, saber que está profundamente agradecido por eu deixar ele entrar na cozinha. O chão da cozinha é frio pra mim, mas é quentinho pra ele. Sono profundo até a hora que eu acendo a luz e abro a geladeira como um monstro esfomeado. Tenho fome, mas não tenho comida aqui no meu quarto. Já o acordei duas vezes nessa minha invasão do refúgio que eu mesmo criei. A cara dele, com os pêlos amassados de um lado, olhando pra mim com aquele olho, me dá dó, e raiva de mim mesmo.
Raiva de ter esses costumes humanos vergonhosos. Ter que ficar botando comida na geladeira e optar por ficar acordado na noite. De ter que colocar o pãozinho no forno, pra que derreta a manteiga. Ter que ficar abrindo portas que nem ao menos precisavam estar ali, a não ser pra fazer mais barulho e acordar com mais efeito o pobre animal que nada mais faz além de dormir no escuro.
Tenho que dormir logo, antes que me bata outro ataque de fome.
Um comentário:
Fi...vc ainda atualiza esta coisa??
Faça-o já!! É muito bom....adoro!!
Beijos, Lindo.
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