segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Carta

Desculpa-me, desculpe por ser assim, tão estranho, tão ingrato, indeciso. De querer mudar o mundo, quando o que eu precisava é de um pouco do velho conservadorismo. De estar sendo tão literário – é algum problema em relação à cartas -, de alimentar devaneios, de ter tantos almejos, ser tão mesquinho e tolo. Preocupei-me com você agora, tamanha foi minha grosseria a ponto de desmoronar qualquer tipo de relacionamento ainda aprumado.

Tenho vergonha de ti, e não é da minha nádega branca e chocha, mas desse comportamento arrogante, pretensioso e mesquinho que ando cultivando.

Desculpa-me pela atmosfera de inferioridade que proporciono, não se sinta submissa, já que na verdade sou eu a você. Desculpas por ser tão chato, burro e fingido.

Das vezes que fui correndo embora depois de me satisfazer, não passaram de um ataque eufórico de medo, medo de você. Sou um boboca de bunda aberta pro mundo.
Se acha que não tenho sentimento, desculpa, desculpa por não ter sentimento e ficar só me comportando de acordo com as vantagens da situação. Se posso eu estar apaixonado por duas pessoas simultaneamente, é por não ter sentimentos ou ser fora do comum. É, sou a aberração do mundo contemporâneo, sendo chicoteado por todos os lados justamente.


Se tenta me esquecer, prometo fazer lembrar-se de mim. Tenho de fazer honrar minha estirpe.
Prometo, ao menos, não faltar-lhe com respeito.

Abraços fraternos, aqueles de sempre, nada demais, sabe?

Um comentário:

Sofia Nestrovski disse...

É nada! Eu amo umas 5 pessoas ao mesmo tempo e sou completamente normal :)