sábado, 5 de maio de 2007

Defecação de palavras, com auxílio do balde

Hoje fui cagar, esse é uma das minhas necessidades costumeiras, cagar. Para o bem do meu intestino. Para alguns, cagar bastante é uma salvação, uma demonstração de pureza, uma terapia! Não digo que o pratico como esporte, é só um costume selvagem. Espero cagar bem até o leito de morte, o meu esfíncter, ao menos, está em forma, embora vários grupos musculares participem desse ato tão belo. Enfim, a defecação é um exercício para com o ego.

Quando pequerrucho, roubava livrinhos da biblioteca da escola, não o fazia sozinho, era uma ação criminosa conjunta, quase que a máfia do livro (dizíamos orgulhosos). Eu e outros integrantes da máfia – também metidos a intelectuais –, pegávamos os livros mais improváveis, não para evitar que a bibliotecária notasse a falta deles – éramos ousados, acredite -, mas para própria curiosidade. Levei, uma vez, uma coleção de livros de psicologia. Eles Tinham pensamentos e reuniões de idéias de muitos psicólogos dos bons, sobre análises do ser humano, acho isso ser psicologia, né? Um dos capítulos do livro dizia sobre a defecação, dizia que a criança ao cagar pela primeira vez sentiria um enorme orgulho, essencial para o resto de seu desenvolvimento, pois era a única coisa sólida – literalmente – que ela fazia por conta própria, sem a ajuda de ninguém sequer! Isso ajudaria na formação de caráter.

Acontece, que hoje – não o hoje em dia, digo hoje mesmo, dia quatro de maio -, ao finalizar a minha costumeira cagada, puxei a descarga a seco. Não estava funcionando, e a merda ficou lá, boiando, intacta e decisiva a não sair. Estava nervoso, com medo daquela coisa enorme e desgostosa que saíra de mim. Eu a encarei por muito tempo, e não a engoli, eu juro! Tive de usar um auxílio de uma ferramenta alternativa muito eficiente: O balde. Apesar de ser surpreendido por uma visita feminina flagrando a suspensão do balde, acreditem, se eu pudesse escolher hoje o meio de despedir da minha merda, escolheria sem dúvida o balde.

(Queria ressaltar a minha inércia ao Microsoft Word não aceitar palavras santificadas como “merda” ou “cagar”, prometo ainda redigir uma carta à Microsoft, em prol das inocentes palavras excluídas de seu dicionário interativo)

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