quinta-feira, 17 de maio de 2007

Ninguém Rejeita Um Abraço

Tenho inspiração pra me apaixonar mais de quatro vezes por noite. É involuntário, eu juro, não me chame de patife. Diria que isso é banal, uma meninice. O procedimento é mais ou menos assim: Crio uma aura na garota apaixonante e isso me deixa morto de medo ao me aproximar dela; diria que seria muito destemido da minha parte essa tal aproximação.

É por essa e outras covardias que procuro ser o menos invasor possível nessas aproximações.
Outra noite mesmo, fiquei apaixonado por uma menina – que aliás se chama Bruna (agora são dezoito) -. Perdi a timidez depois de algumas doses de uísque e vomitei umas palavras:

- Oi... Eu... É que... Eu ia te dizer que (Para a garota, que acabara de me conhecer, eu parecia um mísero, desafortunado, mais acanhado que quando fui flagrado por minha irmã enquanto me masturbava com uma foto de uma de suas amigas: O que de fato eu era) Eu ia dizer que te amo, mas meu amigo me disse que se eu fizesse isso, eu iria, então, ser completamente rejeitado por você.
- vai ser rejeitado mesmo não dizendo que me ama. Respondeu.

Daí então, minhas investidas amorosas se reprimiam à “Oi, eu te amo, me dá um abraço?”. Porque ninguém rejeita um abraço.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Errata: Milionário, e não miLHonário,
a não ser que eu esteja falando sobre milhos.

domingo, 6 de maio de 2007

Sede, hum, e que sede!

Não chovia por sete anos três meses e doze dias. As nuvens pregavam peças e quando estavam pretas como carvão, a população se juntava toda na praça em frente à igreja e faziam uma grande festa esperando que caísse a tão esperada água do céu. Nunca terminaram a festa.

As vacas, secas como um cachorro, se revoltaram e fizeram greve de leite. Os moradores caíam ao chão um por um, implorando a Deus para que mandasse água. Uma camioneta passava pelas ruas esburacadas com um sujeito na caçamba segurando um alto-falante e gritando “Economizem toda a água que têm, a prefeitura agradece”.

Antônio que tinha uma piscina em sua casa, ficou milhonário, e, fim!

sábado, 5 de maio de 2007

Defecação de palavras, com auxílio do balde

Hoje fui cagar, esse é uma das minhas necessidades costumeiras, cagar. Para o bem do meu intestino. Para alguns, cagar bastante é uma salvação, uma demonstração de pureza, uma terapia! Não digo que o pratico como esporte, é só um costume selvagem. Espero cagar bem até o leito de morte, o meu esfíncter, ao menos, está em forma, embora vários grupos musculares participem desse ato tão belo. Enfim, a defecação é um exercício para com o ego.

Quando pequerrucho, roubava livrinhos da biblioteca da escola, não o fazia sozinho, era uma ação criminosa conjunta, quase que a máfia do livro (dizíamos orgulhosos). Eu e outros integrantes da máfia – também metidos a intelectuais –, pegávamos os livros mais improváveis, não para evitar que a bibliotecária notasse a falta deles – éramos ousados, acredite -, mas para própria curiosidade. Levei, uma vez, uma coleção de livros de psicologia. Eles Tinham pensamentos e reuniões de idéias de muitos psicólogos dos bons, sobre análises do ser humano, acho isso ser psicologia, né? Um dos capítulos do livro dizia sobre a defecação, dizia que a criança ao cagar pela primeira vez sentiria um enorme orgulho, essencial para o resto de seu desenvolvimento, pois era a única coisa sólida – literalmente – que ela fazia por conta própria, sem a ajuda de ninguém sequer! Isso ajudaria na formação de caráter.

Acontece, que hoje – não o hoje em dia, digo hoje mesmo, dia quatro de maio -, ao finalizar a minha costumeira cagada, puxei a descarga a seco. Não estava funcionando, e a merda ficou lá, boiando, intacta e decisiva a não sair. Estava nervoso, com medo daquela coisa enorme e desgostosa que saíra de mim. Eu a encarei por muito tempo, e não a engoli, eu juro! Tive de usar um auxílio de uma ferramenta alternativa muito eficiente: O balde. Apesar de ser surpreendido por uma visita feminina flagrando a suspensão do balde, acreditem, se eu pudesse escolher hoje o meio de despedir da minha merda, escolheria sem dúvida o balde.

(Queria ressaltar a minha inércia ao Microsoft Word não aceitar palavras santificadas como “merda” ou “cagar”, prometo ainda redigir uma carta à Microsoft, em prol das inocentes palavras excluídas de seu dicionário interativo)

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Relatório 6º experimento, Física II

"Nossos experimentos e cálculos, não foram fiéis à teoria, o afobamento para o encerramento da aula e a extrema inexperiência colaborou para as margens de erro colossais, superiores a 220% em nossos resultados.
Também devemos contar com o péssimo reflexo ao pressionar o botão do cronômetro (instrumento não preciso) durante o início e o término do movimento do aro.
O Ventilador, então, como sempre, carregará a culpa de provocar uma resistência do ar superior à esperada. Esperamos que essa greve que estamos sofrendo venha a resultar em verbas para a melhoria de nossos laboratórios."

-Eu faço a conclusão!

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Afinal, como diz o sábio Silvio Santos, vale tudo por dinheiro

sexta-feira, 30 de março de 2007

Para resolver a vida

Costumo dar centenas de voltas por entre meu quarto apertado, pensando e me queixando de que preciso de tempo. Preciso de tempo para pensar, escrever, ouvir música, tocá-las e até namorar.
Costumo, então, gastar centenas de minutos nessa rotina. Bem, poderia converter esse tempo todo perdido em dinheiro, isso! Ah, se eu tivesse uma montanha bem grandona de dinheiro pra poder comer e viajar à vontade, não estaria por aqui perambulando nesse piso frio e maldizendo a vida. Pois é, tenho que estudar por no mínimo cinco anos para depois trabalhar por mais uns quinze e daí, então, ter o meu desejado tempo sobrando? Se tudo der nos trinques! Então, pensando, se por um acaso eu ganhasse um dinheirão numa bolada só, pouparia mais uns vinte anos de sufoco e descontentamento.
É, preciso resolver uma maneira simples e inteligente de ganhar dinheiro – juro que dessa vez não é abrir um carrinho de lanche e muito menos ganhar na loteria.
Porcaria, ando passando por uma fase com demasia depressão, fumo um cigarro depois de alguns meses sem fumar, mas não é um cigarro qualquer, ele estava perdido dentro de uma gaveta, sob alguns conjuntos de papéis, faço pra tentar pôr um fim nessa euforia de querer resolver a vida em alguns minutos, e cortar também o efeito da jarra de café que tomei durante a tarde.
Prometo mudar de assunto assim que esquecer essas grandes idéias. Durmo, já que devo acordar às sete horas pra minha sempre aula de álgebra.


quinta-feira, 29 de março de 2007

Em meio à guerra

Os urros não me deixam dormir, são de meus colegas e vizinhos, eles devem estar descontando em mim como não conseguem no mundo. Não me adapto à vida assim como ela está, preciso fazer alguma coisa, preciso quebrar esse programa, rasgar esse repertório pronto. Há um modo, eu sei que sim, de que não volte a amargurar e amaldiçoar tudo como é.
Não consigo dormir, mas eu preciso, amanhã preciso acordar às seis horas, não posso simplesmente aproveitar da minha insônia. Sou teimoso, aproveito mesmo assim, escrevo, assim amanhã não consigo me concentrar durante as aulas. Desse programa eu não sou dono, mas posso, como integrante, não fazer a minha parte.
Garoto que teima e apanha, cresce forte, gordo e bonito. Meus pais sempre fizeram a sua parte. Não que eu seja assim, como na regra, mas sou bonito, espero, que pelo menos isso, já que os urros não me deixam dormir, e ficarei feio como uma bruxa vesga e torta logo após o amanhecer. Não consigo cumprir a promessa de escrever alguma boa literatura, minhas aulas de cálculo estão fritando os meus miolos, descobri que faço a coisa errada, e me meto a faca por isso, noto agora, em meio a gritos desconcertantes. Por quê? Não sei se levo, não passa de uma grande mentira, grande e gorda. Já alimentei-a por tempo bastante. Espero que essa reflexão seja de bom proveito. Ah, porque é que não continuei a fazer aquele relatório, ou a estudar aquela merda (por que o dicionário desse programa de escrita não reconhece merda como uma palavra? Ele sempre sublinha, dizendo que está errado, ah, que merda!) de disciplina? Meto-me a faca por isso. Preciso de uma paixãozinha, dizem que isso resolve qualquer problema. Não quero ser engenheiro, quero ser um amantezinho.

Bravo, ou brabo pequenino

Caminhando em meio a uma pobre vila, desviando dos carros de ferro roído e em ferrugem que passavam voando em meio às ruas sem calçadas, gravo uma desavença de gigantes.
Um fedelho, miúdo, pele morena e montado em uma barra forte, com o dobro de seu tamanho, com sua inabilidade ciclística, quase passa sobre outro do mesmo porte, o qual se rebela e grita “Óia, moleque, óia que eu vou te bater, heim, seu pequenino!” o rapazinho, magricela, não hesita em responder “Então vem, vem aqui me enfrentar, aposto que tu não és páreo pra esse pequenino!”, batia então no peito com ferocidade que me assustava, intimidando o oponente, fazendo-o correr, mesmo com um porrete na mão. Comemorava então a sua vitória, com as pontas do pé tentando alcançar o chão de cima da barra forte, berrando “E vence o pequenino mais uma vez, urra!”.
Nunca tinha fitado tanta ousadia, subiu no selim e saiu pedalando cambaleando de um lado a outro. Daquela rua ali, era ele o dono.

sábado, 10 de março de 2007

Para Bruna, uma das dezessete

Temo por continuar a nutrir essa angústia de procurar palavras por botar em tua correspondência.
Só gostaria mesmo de te comprar um sorvete, beijar a tua mão e rir como se fosse brincadeira. Nossa falta de contato pôs abaixo os meus sonhos contigo... Não! Ao contrário, essa falta de contato fez com que eu te amasse, com que eu sonhasse e escrevesse. Agora percebo que escrevo essa carta para mim, você passa a ser um leitor.
E sim, desculpe, mas foram essas as palavras que escolhi para te escrever. Que fique então em minha memória, e que continue te amando, mesmo assim, sem te conhecer.

segunda-feira, 5 de março de 2007

O Homem e o Piano

Era uma vez um homem, que toda vez que tocava o seu piano...

É, desisto, inatividade é uma coisa que me deixa doido!
Prometo voltar prum patamar mais interessante.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Será que essa formatação, a que eu fiz nesse texto aí de baixo seria melhor que a da Pescaria?
Queria diminuir esse espaço horizontal que tenho para escrever, aí o texto tería uma imagem melhor. Não acham? Bom, então preciso aprender HTML.

Feitos de uma pequena corajosa

Estão defronte, um do outro, ela o olha com cobiça, um olhar encarniçado, como o predador olha para a sua presa; anda em sua direção com passos delicados e sedutores, ele permanece na mesma posição, porém seu medo não se esconde em sua posição de folha a cair. Do jeito que seus pés se movem, parecem hipnotizar, tanto a ele quanto a mim – que assisto a investida sentado no sofá do quintal, com curiosidade.


O gafanhoto tinha o dobro de seu tamanho, mas ela, a osga, tinha um ímpeto assustador, enquanto as demais, espalhadas pela parede branca, buscavam as pequenas moscas, que em demasia ficavam ao redor da luz. Ela, em especial, queria dar o bote, estava decidida.


Era aniversário do meu avô, a família toda estava presente. Logo após o farto jantar, todos estavam sentados em suas cadeiras, sem expressão, respirando e bebendo alguma coisa que aliviasse o mal-estar. Distendiam os maxilares e coçavam a barriga.Estava eu, satisfeito, fazendo a digestão e assistindo à incrível cena.


Se aproximava cada vez mais, desgrudava e movia as patas da parede. Não conseguia esconder o meu entusiasmo, minhas pernas quicavam no chão e meus braços contorcidos enquanto roia as unhas.

- O que é que ta fazendo aí? Disse a minha avó invadindo assim com brutalidade a minha distração. Logo eu disfarcei muito bem e conversei com ela, mordendo os lábios de curiosidade. Afinal, eu tinha vergonha, achava ridículo dize-la que estava assistindo a caça de uma lagartixa, merda, é muito menos ridículo que assistir ao jornal!

A cada olhadela que eu dava para traz ela estava mais próxima, e eu mais distante de acompanhar. Não resisti e abandonei a vovó para dar toda atenção àquele réptil pequeno e corajoso.
Ela pára, completamente de se locomover, está então a uma distância suficiente para atacar, meu coração uma hora dessas sai pela boca. Pinicado por perguntas e curiosidades da minha avó, eu continuo a não oferece-la atenção.


Quando, num supetão, a osga ligeira dá uma sangrenta e feroz abocanhada no inseto. Ele cai no chão como cai um homem morto na sacada de um prédio, cruzando e contorcendo suas patas.


A osga? Ficou ali estagnada, como se erguesse o troféu de campeã. Afinal, seria impossível engolir aquele bicho todo. Como não pensei nisso...Ela estava praticando um esporte.

- E como anda a vida lá na faculdade? Continuava a me perguntar.

Compartilhando problemas, 1

Ah, a gripe!
Uma tristeza orgânica, te deixa mal, te deixa melancólico.
É uma fase psicológica que todo ser humano deveria vivenciar,
Uma catástrofe sem tragédia.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

A Pescaria

Samuel em uma madrugada foi interceptado por seus amigos para que fossem pescar assim que o sol desse a cara. Seus três amigos eram estudantes de engenharia mecânica, todos também recém-chegados, todos donos de uma boa índole, e um humor esplendoroso.
Sua empolgação com a futura pescaria foi tanta, que antes de dormir, organizou no canto do seu quarto, o seu chapéu e as tralhas para a pescaria, esperava voltar com redes e redes de peixes, abrir uma peixaria e com o dinheiro dos peixes comprar quilos de chocolate, e pacotes de bolachas recheadas, e é claro impressionar todos os outros com a sua nata habilidade de pescaria que aprendera com seu avô falecido já nesse dia. Seu avô era aquele que o inspirou para até o leito, todas as atitudes tomadas por Sam antes eram apenas um "o que será que o vovô faria agora?", triste é saber que foi pensar assim só depois da tragédia que foi a morte do avô Décio, tomado por uma inflamação generalizada, fez o jovem Sam repensar em todos os preconceitos que tinha quando criança pelo mestre, afirmava ser ele um bobão, crianção, apesar de suas décadas de vida, mal entendendo que o velho era sim, o grande inspirador de uma enorme família honrosa, era um homem sábio, inteligentíssimo, de palavras que valiam ouro! Soltava os primordiais "Ê, netão do vovô!" e outros trechos filosóficos sempre que sentia vontade. Grandes eram as pessoas que entediam o seu Décio Celso, pois ele sim, daria um livro best-seller! Pena que as histórias de ninar ou até as contadas durante a pescaria não seriam suficiente para escrever um livro. Sam queria que seu avô soubesse de tudo isso, lamentava profundamente de não ter falada nada disso para ele enquanto vivo, acredite, não havia homem mais bondoso que ele na face da terra, em seu leito, milhares de flores e homenagens foram feitas em volta de seu corpo, pela cidade toda. Sam jurava que um dia iria até a sua lápide prestar uma homenagem e agradecê-lo ao homem que é hoje.
Toda a expecatativa na pescaria não tinha adiantado muito, depois de duas horas buscando por minhocas e mais algumas esperando para que o peixe fisgasse qualquer uma das íscas abaixo d'água, já não pensava em abrir uma peixaria, mas pelo menos devia impressionar alguém. Foi então que a coceira na cabeça o fez ter a primordial idéia, e então com um enorme sorriso maligno, tocou o ombro de Henrique, o qual dirigia seu carro rumo à derrota e disse:
- Já sei, leva o carro pra peixaria já, e vamos juntar uns trocados! Dito e feito, compraram três peixões inteiros e fresquinhos, colocaram dentro de uma redinha e foi assim que o grande teatro foi feito. No ato final, os bem sucedidos pescadores assaram a caça com o mesmo prazer de primata, se alimentando de seu trabalho. Os moradores com olhos de admiração, parabenizava-os pela lorota, muito bem elaborada, enquanto os felizes primatas deglutiam a sua carne assada, fornecendo energia para a sempre adiada próxima pesca.

Sempre que me passa de escrever uma estória, logo imagino como ponto de partida “Era uma vez”, se hoje comento de escrever começando com “era uma vez” vão logo me perguntar “Ah, vai escrever uma estória infantil?”, “Não”, respondo “Adulta, mesmo!”.
Acho que não tenho ainda maturidade suficiente pra escrever assim. É bem complicado.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Mais um dia

Apreciara outro dia - enquanto ocupava o lugar de minha mãe fazendo a minha irmãzinha dormir – a sua inquietação de espírito pelo amanhã, ao contrário de mim, que ao deitar na cama com as luzes já apagadas e o barulho da ventoinha do meu computador me hipnotizando, fico relembrando os fatos do dia que passara, ela a rapariga em questão, fica ansiosa pelo que vai acontecer no dia seguinte. É ansiosa em demasia, que chega a esperar por fatos obsoletos e ridículos. Dissera-me sussurrando no ouvido “amanhã vai passar o filme do shrek, eu quero assistir, amanhã à noite, assiste junto comigo?”, aposto que estava se mordendo toda e não via a hora que a noite toda passasse num piscar de olhos e assim ao sair da escola comia alguma coisa e ficasse em frente da televisão esperando o tal do filme começar.

Os dias estão sempre na mesma, pra mim, espero por alguma coisa diferente, assustadora ou encantadora, algo espantoso, inimaginável. Mas mesmo assim, não tenho essa angústia na hora de dormir.Escrevo isso justamente, sem nenhum acontecimento me provocando, sem nenhuma expectativa, me aplico em emporcalhar meu blog.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Apreciando a apreciada peraltice alheia

Então, sonhei que a gente era como os Power Rangers, sabe? A gente batia nos inimigos com umas armas à laser e aí quando alguém chamava a gente ia logo correndo pra salvar. Eram todos coloridos, com uma roupa muito louca! Ah, e tinha a Marina, é, ela era loira, sabe? A Marina, loira! Aí ela ficava bobeando e eu me mexia feito aqueles supereróis de filme que se mexe rapidinho, sabe? É, então, ela ficava bobeando, mexendo no cabelo, que era loiro, aí eu chegava do lado dela, rapidinho, e “TCHARAM!” fazia umas coisas engraçadas. É, além de supereróis a gente era engraçado! Tinha uns lances meio Chapolin no meio, ao contrário, quando tomávamos uns remédios e ficávamos grandalhões, ao contrário do Chapolin e sua pílula encolhedora, que quando ele tomava ficava pequenino, nós, de outro jeito, ficávamos do tamanho de prédios. E quando batia no monstro ou o que quer que seja ele trombava com os prédios e destruía tudo! É, pancadaria!Ah, adoro quando tenho uns sonhos assim, quase nunca consigo lembrar mesmo, quando eu lembro, preciso contar pra todo o mundo.
"desculpa os erros de grafia, sabe bem você que é tão gostoso escrever assim”.

Prantos Vs. Gargalhadas

Extra! Extra! Rapaz percebe sua velhice com 18 anos de idade!
Quem diria, decerto estava envelhecendo, mas não compartilhava desse conhecimento. Como se sua infância não perdurasse, vinha em sua mente memórias dessa época extinta; as imagens eram ardentes, extremamente coloridas, os cheiros mais fortes e seduziam com maior intensidade, o gosto despertava interesse e os sons atraiam; texturas sim, agradavam. As memórias daí venciam das de ontem.
Prantos, não experimentei mais - não aqueles espontâneos, os teatrais ainda cultivo para vencer ou trapacear em alguma situação -, a extinta fase guarda prantos assim como gargalhadas com a mesma intensidade, lembro-me de derramar lagrimas logo a bola gelada de chocolate cair da casquinha do sorvete, ou até seguida de uma sova paterna. Hoje seria motivo de piada. Hoje, tudo é motivo de piada. Parece que o riso venceu dos choros. O Leitor deve pensar “que ótimo, vamos festejar!”, é difícil, até, falar, mas careço de um ou outro choramingo, ou de até derramar um mar de mágoas em lágrimas. Parece que essas piadas todas que com o tempo foram vencendo, acabou por destruir um lado do meu caráter.
Aquele leitinho, do café da manhã, não tem mais o mesmo gosto de antes. Parece que agora se transformou numa rotina, apresenta como um meio de saciar o incômodo que é não cumprir esse caminho já trilhado e virou um saco de funcionalidade.
Uma coisa eu aprendi com essas memórias vivas da minha infância – e não é só um ancião que tem a permissão de usar esse verso – e é a de que tudo tem uma finalidade e não interessa mais o meio.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Filhormônio

Rapazinho, azarado em sua primeira experiência de amor, gera um novo homem. Após noites e dias mal dormidos, desavenças e rixas familiares; se encontra defronte a mãe de seu futuro filho.
- Então, Sofia, ta tudo bem contigo?
- Bem, Antônio! Como é que pode estar tudo bem comigo, não ta vendo o tamanho desse meu bandulho? Acha que é fácil, que é só ficar aqui deitada lendo livros o tempo todo, cultivando minha protuberância e comendo danoninho? Então está enganadíssimo. E os meus sonhos, meus problemas familiares, minha vida no futuro? Ah, não é possível, cê ta ficando louco.
- Calma mulher, não foi isto que eu quis dizer, eu só...
- Ah é? Isso porque não é você que ta tendo as dores que eu to. E o parto então! Imagina só como deve ser horripilante aquela criança toda, aquele volume todo, saindo de seu sexo!
- Que exagero, So, isso tudo é uma bênção, é um poder de Deus de gerar uma criançinha nova para o mundo, nada de ter que...
- Bênção?
- É.
- Bênção?
- É.
- Bênção? Bênção? Não é possível, você só pode estar brincando! Puxa vida, queria que vocês, homens, ficassem grávidos, só pra passar por todos esses sofrimentos que desconhecem.
Antônio perdera a paciência, e rubro como o fogo desespera e enfia a maior verdade do universo:
- Mas acontece que nós homens não ficamos grávidos e ponto!

É, sem medo nenhum, ato de bravura!
Em que adianta ter ou ser, isso não vale nada.
Que merda. Preciso fazer alguém acreditar nisso!
Ela mesma, não é nada e não tem nada,
E eu aqui, me mordendo.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Atos de Bravura?

Cumprimentam-se com beijinhos cinzentos no rosto, o máximo que pode acontecer é aquela vontade de ternura brotar nele e seu lábio avançar um pouco mais - não ao ponto de chegar a sua boca.
Relacionamento difícil de rotular, inclassificável. Em ocasiões raras, os beijos se afloram pelo corpo inteiro, nada de sexo, nem passa pela cabeça do jovem. Na dela? Não sei, não consigo captar os seus sentimentos. O Protagonista tem medo "não sei se será conveniente me expor antes de conhecer o terreno, sou capaz de precipitar tudo!", mas como dizia Magalhães "Tem-se comparado o amor à guerra. Assim é. No amor, querem-se atos de bravura como na guerra. Avança afoitamente e vencerás!”. Ah, mulheres! Não se impõe, são neutras, são neutras, porém, inflexíveis. Difícil manipulação.
Sua vontade não consegue afasta-lo do afeto feminino, mas como dizia: “Ah, mulheres...”, Não sei por que todo esse apego ao sexo oposto, se usasse o tão acomodado cérebro não escolheria nenhuma das garotas de seu coração. Ah, não!
Há de ir pra guerra, pra guerra do amor e praticar os seus atos de bravura. Ou não, tudo isso não passa de lorota. Deve mais é que continuar com sua depressão amorosa, pois os atos de bravura nunca valem à pena.

Confissões do dono do jogo

É engraçado a neo fobia do povo - odeio essa palavra, povo, parece que é uma parcela excluída e sofrida por sua posição social, odeio essa outra palavra também, sociedade. Há, os tempos marxistas já eram, pensar em desigualdade social e bem estar público é achar piolho pra se coçar. To cansado dessas discussões e balela públicas, aliás não quero mais saber dessas brigas verbais; ficam aí vomitando palavras e tentando pregar sua ideia! Que coisa mais sem sentido. E é por isso que eu insisto: O mundo está e sempre estará perfeito, querer resolver os problemas globais e colocar o homem no centro do universo, é querer brincar de superman - quando eu tinha lá pelos 6 anos, meu pai botava os pés dele no meu peito e deitado na cama, me levantava só com as pernas, eu abria os braços e brincava de superman!
Andei me aproveitando das vantagens do dono do jogo. Lembra de quando você tinha um jogo e trazia os amigos pra brincar com ele? Quando ganhava seus amigos alegavam que por você ser o dono do jogo. o fogo nas entranhas apareciam de imediato, e ai se a mamãe não estivesse por perto, eram cabeças rolando pro chão. Tenho que parar com essa mania de querer ser Deus e ficar bolando planos mirabolantes pra pagarem com erros, me travestir de mediador e ficar jogando ideias repugantes nas cabeças dos outros. Tenho que parar com essa mania de ser Deus e quebrar alguma coisa, dar umas palmadas, apanhar e ter uma personalidade. Preciso fazer alguma coisa de útil pra mostrar pros outros, me orgulhar e enfiar no cu. Tá parecendo mais um livro de sermões, preciso também improvisar algumas coisas mais interessantes pra enfiar - não no cu - nesse blog.
Minha irmãzinha vive dizendo "Oi Filipe!" mesmo já tendo me visto por muito tempo, hoje mesmo na quarta vez que iria dizer, resolveu mudar "Oi Filipe, de novo!", esses sim resolvem os grandes problemas do mundo. Vai lá saber por que é que fica me cumprimentando.

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Fiat postagens!

E começa o plano de colagens eternas de figurinhas!
É, o plano mesmo seria o de botar aqui um aide mémoire, vou ficar escrevendo punhados de besteiras e memórias, há, se você tiver interessado pode acompanhar isso tudo, essa é que é a vantagem da Internet. pra que vou sair de casa se tenho a Internet?